quinta-feira, 20 de julho de 2017

A DESGRAÇA EM DIRETO

A DESGRAÇA EM DIRETO
Por Celso Neto
Não sinto pela desgraça alheia qualquer afeto
Detesto ver tragédias em direto 
(E em diferido também)
O mediatismo não me sabe bem!
Não me obriguem a gostar do que não quero
Ou a valorizar o que para mim é zero!
Não venham os pantomineiros do costume
Despejar raiva, dor de cotovelo ou ciúme
Tentando convencer-nos que é pelo nosso bem
Que tentam ir sempre mais além…
Não me venham falar em “lei da rolha”
(Entre vaidade e arrogância venha o diabo e escolha)
Aproveitar-se da desgraça é oportunismo
De quem tem sede de protagonismo
A procura de “sangue quente”
Provoca-me vómitos… põe-me doente!
Sou a favor da liberdade de informação
Mas… esta impunidade televisiva: - Não!
Não acredito que a tragédia em direto na TV
Melhore o que quer que seja… (não sei por quê!)
As tentativas de manipulação são tantas e tais
Quer nos diretos, quer nos telejornais
Em todos os canais
Que… quem se deixar ir em lérias
Até pensa que as mentiras são coisas sérias…
O descaramento é imenso, quase infinito
Muitos dão o dito por não dito
Muita canalha que em Portugal mora
Passa na televisão a toda a hora!

terça-feira, 18 de julho de 2017

NOITES RIJAS…

NOITES RIJAS…
Por Celso Neto

Temos um grupo já antigo
Em que cada membro é um amigo
Depois de uma “futebolada”
À segunda feira há jantarada…
É uma mistura de águias e leões
Onde não faltam os dragões

O “Rijo” é o local de reunião
Onde comemos e bebemos sem limitação
A D. Rosa e o Rijo fartam-se de sofrer
Quando o Sporting não consegue vencer
Mas somos sempre bem tratados
Mesmo quando estão tristes com os resultados…

Quem ganha a liga ou os campeões, para festejar…
Tem que “arrotar”
Com um jantar!
Hoje foi a festa da Liga feminina de futebol
E o António até trouxe cachecol…
Pagaram os sportinguistas claro está
Pela liga masculina…os benfiquistas tinham pago já
Os portistas estão de quarentena
Apenas ganharam “coisa pequena”!
Interromperam o ciclo em que ganhavam sempre
Azar do Guedes, do Pinto e do Clemente…
Eles bem queriam pagar
Mas o Porto cansou-se de ganhar…

Foi uma festa bem saborosa
De alegria e felicidade para o Rijo e a D. Rosa
Dois sportinguistas que se sentem injustiçados
Com os resultados alcançados
Na era de Carvalho e Jesus
…que tem sido uma cruz!

Este ano é que vai ser!
Ouvem-se os sportinguistas já a dizer…

Quando o Sporting ganhar a liga masculina
Há de haver foguetes e concertina…
O diabo é que o Porto também quer ganhar
O Conceição “veio para ensinar”
E o Benfica quer ser penta
E o Rui Vitória já anda a estudar a sebenta…

Os campeonatos em modo repartido
Faziam um Portugal mais colorido
Era a alegria da criançada
Que há tanto tempo não ganha nada…
Mas se o Porto e o Sporting continuarem a falhar
O Benfica é obrigado a ganhar!
De forma meia sincera meia a brincar
Lá vão os benfiquistas ter que pagar…

Mais importante que os campeonatos é a amizade
Que já tem muitos anos de idade!
E assim há de continuar
Ganhe quem ganhar!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

TERRORISMO

TERRORISMO
Por Celso Neto

Cobardes fazedores de terrores
Estão a criar um mundo de horrores…
Sustentados pelos senhores da guerra
Espalham o pânico por toda a terra!
Admito que vivam descontentes
Mas ninguém tem direito de matar inocentes!
Os hediondos atentados
Impedem-nos de viver descansados…

Para a guerra e para a destruição
Cada um apresenta a sua razão…
Não é fácil a solução!
Mas, pelo menos, as crianças
Não podem ser sujeitas a estas matanças…
Que culpa tem uma criança
De nascer no Iraque, na Síria, em Portugal ou na França?

Um novo paradigma está a acontecer
Porque quem mata quer morrer
Morrer para matar é ser herói ou heroína
Tanto mais quanto maior for a chacina…

Vivemos num mundo “armadilhado”
Com violência por todo o lado
A paz é mantida pelo medo
Em que cada um guarda o seu segredo
Custa a compreender este “cenário”
De inteligência virada ao contrário…
O mundo que podia ser tão bonito
É um permanente “conflito”!
Espalha-se o ódio e a vingança
Com a morte de uns, outros enchem a pança…

As armas deviam ser “convertidas” em pão
Que alimentasse toda a população…
A indústria da guerra e do armamento
Devia ser varrida pelo vento
Num redemoinho que a engolisse
E a levasse para onde não mais se visse!

Trabalhar para o desarmamento
Devia ser a prioridade neste momento
Mas em vez disso faz-se o contrário
Cada um quer ser mais forte que o adversário!
Quando o adversário passa a inimigo
Compram-se mais armas para “diminuir” o perigo…

Cada um ameaça com o seu atómico arsenal
Deixou de ser miragem a destruição total!
O fanatismo religioso
Está a tornar o mundo mais perigoso…
Peço aos Deuses que metam tino
Na cabeça deste HOMEM cretino!
Que só se senta à mesa das conversações
Para tentar encontrar soluções
Depois de terem morrido vários milhões


sábado, 15 de julho de 2017

DEBATE PARLAMENTAR

DEBATE PARLAMENTAR
Por Celo Neto

O Montenegro
Parecia um labrego!
Vomitou só ódio a sua boca…
A educação pareceu-me pouca!
A Cristas arrebitada
Parecia a Rainha da Peixeirada!
Aquela língua tão comprida
Combina bem com a sua cara de fingida!
Passos, ora zangado ora murcho
Parecia muito preocupado com o discurso
Que o Maduro já tinha escrito no facebook
(Plágio autorizado, ou baixo truque?)
Telmo Correia
Foi o campeão da verborreia!
Foi a “lástima” habitual
Tanta chochice já cheira mal!

Costa pareceu-me ter saído reforçado
Com o “maldizer” da oposição… disco riscado!
Arrasou os defensores da “velha senhora
Só não gostei daquela “da operadora”…
A Catarina Martins
Fez um vistoso golpe e rins
Deu uma canelada no Centeno
Por não ter aproveitado os milhões em pleno!
Jerónimo de Sousa, como é costume
Cozinhou em brando lume…
Para defender a sua dama
Disse que é do passado que o mal emana…

A geringonça parecia
Uma sinfonia…
Afinada…sempre no tom

Deixou antever um futuro bom.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

(Ainda) O FURTO

 (Ainda) O FURTO
Por Celso Neto

Acordei mais descansado
Acerca do material que me foi roubado…
Apesar de ter dado por falta de cinco metros de cordão
Onde estendia a roupa na arrecadação
Sinto-me mais tranquilo
Embora envergonhado de me ter acontecido aquilo…

Até porque o material que me foi roubado
É agora suspeito de não ter entrado!
O meu gato e o meu cão
Terão visto no furto a “salvação”
Para justificar a batota
De não bater a bota com a perdigota…
E ter encontrado vestígios reveladores
Nas casotas destes dois fistores!

No caso de não ter havido furto
O campo de investigação é bem mais curto!
Mas se o roubo realmente teve lugar
Ainda pode dar muito que falar…
A caducidade do prazo de validade
Vai originar uma queixa à Alta Autoridade…
Porque os ladrões não podem ser lesados
Por roubarem coisas com prazos caducados!

O meu cão e o meu gato vão ser punidos…

Já estou a ouvir os seus falsos gemidos!

FURTO

FURTO
Por Celso Neto

Desapareceram da minha arrecadação
Três fisgas, uma bilharda e um pião…
Já comuniquei a toda a oposição
Que considerou um ato gravíssimo para a Nação!
Também se foram um cesto de pregos e uma chave…
Como tudo aconteceu… ninguém o sabe!
Desconfio que foi o meu vizinho
Mas ele não fazia aquilo sozinho!

Partiram o vidro do postigo
E forçaram o aloquete, já muito antigo!
No resto das “armas” não mexeram em nada
Aquilo foi uma ação planeada
Por alguém que sabia do assunto
Pois não levaram o presunto…
Nem as chouriças, nem o queijo, nem o salpicão
Nem a manteiga, nem o pão…

Já despedi o gato e o cão…
Nenhum deu conta do ladrão
Ou se deu conta não deu sinal

Uma coisa assim…Só em Portugal!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O ESTADO DA NAÇÃO

O ESTADO DA NAÇÃO
Por Celso Neto

Telmo Correia e Assunção Cristas
Fazem tudo para dar nas vistas
Mas já ninguém liga às suas opiniões…
Não passam de dois charlatões!
Passos Coelho e Luís Montenegro
Parecem espuma a bater num rochedo
Com caras de gozo ou com caras sérias
Dois terços do que dizem são lérias!
O Costa meteu-os no bornal
Quando assumiu o governo de Portugal
Com o Bloco de Esquerda e a CDU
E os mandou “apanhar no …”!

Passam a vida tentar denegrir
Já nem o “Diabo” os quer ouvir
Portugal anda por bons caminhos…
Eles vão acabar a falar sozinhos!
Espero que a Esquerda não se envaideça
Que não lhe suba o poder à cabeça
Trabalho, humildade, competência e rigor…

Assentam bem, seja a quem for!